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Esta escolha editorial por parte da Guarda Nacional Republicana preocupa-me.

Uma campanha de comunicação de interesse público (CIP) deve ter uma base construtiva, deve mostrar os pontos positivos de ter um determinado comportamento. Por experiência sabemos que isso trás resultados de longo prazo e que permite levar a mensagem a mais pessoas.

A este post da GNR falta uma ligação com a pandemia, e falta a sensibilização para a necessidade de não cedermos ao alarmismo.

E ganhou a atenção dos meios de comunicação, do Jornal Sol neste caso.

A própria eficácia é discutível. O jornalista fala da eficácia porque a imagem teve muitos shares e likes?

A eficácia da CIP deve ser medida pela mudança de comportamento com efeitos a longo prazo e pelo ganho de confiança nas organizações.

Preocupa-me também ver estes exemplos serem considerados como boa prática por alunos de Mestrado e por profissionais de comunicação. Isto é escolher um mundo em que as mensagens focam o medo e seguem soluções fáceis sem olhar para o custo a longo prazo.

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