Caraças para este gajo pah! E o pior é que ele tem razão. Faltam as 500 palavras de hoje e também faltava a imaginação para saber o que escrever a seguir.

“Já te lixo”

O problema deste exercício diário não tem sido a motivação ou a disciplina, tem sido a energia para escrever. Vou poupar-vos os detalhes técnicos e dizer apenas que este blog não é um Wordpress simples.

A verdade é que também serve para limpar as ideias e não pensar sempre nas mesmas coisas. Distrai. E dou por mim a pensar o que vou escrever ao final do dia. Sim, ao final. Já não tem sido possível começar a escrever no início do dia, depois do café.

Mas este tipo … Bem, uma coisa é certa, é um dos que lê estas coisas e esta é a maneira de ele me empurrar para a frente. E aprecio-lhe uma série de qualidades além da inteligência que tem.

No ínicio do ano convenceu-me a começar um projecto de 1 segundo de vídeo por dia. Não me lembro de ter conseguido chegar a junho com essa ideia… E no entanto, comecei este. 500 palavras custa mais do que 1 segundo de vídeo.

O que estava a custar mais era ver-me a cair nos temas pseudo filosóficos. Como este texto agora. Estes são fáceis. Deixo as ideias fluir e vou tentando que os pensamentos tenham um fio condutor.

A ideia dos contos surgiu como forma de me obrigar a fazer uma coisa diferente e foi aí que cheguei à conclusão de que ia precisar de dar títulos às coisas.

“Leste aquele? - Qual? - O de 23. - De agosto? Acho que sim, esse era qual?” “Aquele do Apolinário. - Esse não era de 22?”

Que confusão. E para confusão já basta aquela que vai na minha cabeça. Os títulos ajudam a a organizar melhor. A pressão de ter de escrever qualquer coisa obriga a ter ritmo. Mesmo que às vezes a necessidade de ritmo me obrigue a estes textos mais simples de escrever.

E encontrar ideias parecia ser tão fácil, mas não é, de todo que não é. Seja porque não as encontro ou porque até surge uma fixe que eu podia escrever depois de investigar dois ou três temas mais obscuros. Tenho sempre imenso receio de usar referências erradas no que escrevo.

E também porque tenho sentido que algumas pessoas estão de facto a ler e à espera dos próximos 3 minutos de leitura. Não esperava isto. Esperava mais que isto se tornasse em “mais uma ideia do Bruno, daquelas meio fora”.

E é meio fora, não tem nada a ver com robots que controlam as luzes cá de casa; com 24 fotos a chávenas de café para fazer uma mesa; ou com um cabide feito com os restos de madeira que sobraram de uma estante.

E é por isso que agradeço a todos que tiram 3 minutos do seu dia para ler o que sai daqui. A razão porque me estou a tornar mais exigente nesta série de textos é porque estão desse lado e não vos quero deixar ficar mal.

Nem mesmo àqueles que às onze da noite me dizem “Agora faltam as páginas de hoje”.