Uma das melhores formas de compreender o indivíduo é através do seu processamento de informação e estratégias de decisão. Isso implica perceber a forma como a pessoa recolhe a informação, quais as fontes em que confia mais e de que modo as utiliza.

Em Psicologia, a resposta a esta questão costuma ter por base a nossa interpretação (percepção) do mundo e compreensão do mesmo. A forma, mais ou menos adaptativa com que o indivíduo se situa na sua realidade e na dos outros, e a forma como processa a comunicação interior e exterior.

Existe claramente uma ligação entre as variáveis cognitivas e de comportamento das pessoas, associada aos traços de personalidade que todos temos, e da consciência de nós mesmos e dos outros.

O processamento de informação e as estratégias que utilizamos no dia-a-dia podem ser abordadas, na Psicologia, pelas mais diversas áreas, como por exemplo, a Cognitiva-Comportamental, a Sistémica e a Dinâmica.

A intervenção que cada uma delas faz com o indivíduo, no sentido de compreendermos as características do processamento de informação do mesmo, vai influenciar o nosso entendimento relativo às estratégias que cada pessoa utiliza, na sua vida, quer a nível de tomada de decisão, quer a nível de interpretação dos estímulos.

No decorrer de um seminário do google, o filósofo da linguagem John Searle{#aptureLink_G9Nsdcdhw4} levou a questão um bocadinho mais longe e coloca mesmo em causa a nossa capacidade de livre arbítrio.

É um vídeo um bocadinho longo, mas a ideia é bastante interessante.