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A notícia surgiu no Público, ecoou pelo twitter e pela blogosfera.

Mas o que eu achei interessante, foi que antes de tudo isto, a Flávia colocou no Noticiare um estudo de caso sobre a ford. E de facto podemos traçar um paralelo entre os dois casos.

No caso da Ford a comunicação foi iniciada pelo departamento legal e mal compreendida pelo receptor. O Ministério Público adoptou uma via semelhante, em vez de falar com o presidente da Câmara Municipal de Torres, optou por enviar um fax. No twitter, a ideia que ficou foi que se estava a proteger o Magalhães de uma sátira, quando na realidade a preocupação era a exibição do conteúdo do écran.

Mas enquanto a Ford tinha um relações públicas atento ao problema, o ministério público perdeu o controlo da situação e arrisco-me a dizer que perdeu credibilidade. Num cenário ideal a questão teria sido muito mais simples e devidamente comunicada. No fundo, estamos a falar de um mal entendido, de uma situação em que o ministério público não foi capaz de comunicar de modo eficaz.

Sou obrigado a discordar do Renato Póvoas no blog da Guess What PR, não se tratou de uma lição de buzzmarketing mas sim de um exemplo de má gestão de crise.

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